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HOPI HARI SAI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL APÓS 9 ANOS

O Hopi Hari virou a página da recuperação judicial e entrou em um dos ciclos mais ambiciosos da sua história: R$ 280 milhões em investimentos até 2028, novas atrações, projetos imobiliários dentro do complexo e um plano que vai de hotel a shopping a céu aberto. A guinada marca a retomada de um parque que já foi sinônimo de auge e crise, e que agora quer “virar o maior da América Latina”, como diz o CVO Nuno Vasconcellos.

Depois de anos turbulentos, trocas de gestão e dívidas que chegaram a R$ 1,4 bilhão, o parque de Vinhedo conseguiu reorganizar as contas, baixou o passivo para cerca de R$ 600 milhões e teve o fim da recuperação judicial decretado em setembro. O juiz responsável reconheceu que o plano foi cumprido dentro do período de supervisão. A partir daí, a nova fase pôde, de fato, começar.

A meta é ousada: 3 milhões de visitantes e R$ 500 milhões de faturamento até 2028/2029. Para efeito de comparação, o parque fechou 2024 com 1,3 milhão de visitas e receita de R$ 210 milhões. A previsão para 2025 é chegar a até 1,5 milhão de visitantes, com ticket médio na casa de R$ 165.

A nova controladora, o Brooklyn International Group, que assumiu o parque em 2018, diz ter colocado mais de R$ 100 milhões até agora, e prepara um bloco de investimentos que inclui brinquedos comprados de fornecedores da China, EUA e Europa. As mudanças mais visíveis começam em 2026.

Mas a transformação não para no hardware dos brinquedos. O grupo desenvolve um shopping a céu aberto inspirado no The Grove, em Los Angeles, e no CityWalk da Disney, aproveitando a rua principal e áreas externas do parque. O estudo de viabilidade começa agora, com projeção de dois a três anos de desenvolvimento.

Outra aposta é a expansão hoteleira. O parque quer erguer hotéis e apartamentos sobre o estacionamento e terrenos próximos, algo que só avança com alterações no plano diretor de Vinhedo, que hoje limita a altura das construções. Para Vasconcellos, é um passo essencial: “Se queremos crescer mais rápido, precisamos trazer gente de outras regiões. E isso exige hospedagem”.

O discurso otimista mira um cenário em que a região deve ganhar novos concorrentes, entre eles, o Cacau Park, da Cacau Show, previsto para 2027, em Itu. Para o Hopi Hari, a proximidade com os principais aeroportos paulistas e o entorno de 30 milhões de habitantes é vista como vantagem estratégica para sustentar o novo momento.

Com margem Ebitda entre 40% e 50%, o parque tenta aproveitar a fase contábil mais saudável para ampliar parcerias com marcas. Atualmente, trabalha com Coca-Cola, Fanta e cervejarias, e espera atrair novos contratos depois do fim da recuperação judicial.

O horizonte inclui até possibilidades mais ousadas: uma futura abertura de capital ou operações de fusão e aquisição nos próximos anos. Mas Vasconcellos descarta pressa: “Somos investidores de longuíssimo prazo, não de curto”.

*Com informações da bloomberglinea

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