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O QUE É A NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR INVERTIDA DOS EUA E QUAIS OS RISCOS

O governo dos Estados Unidos divulgou ontem uma nova versão das diretrizes alimentares federais. O destaque é a pirâmide alimentar invertida, que coloca frutas, vegetais e proteínas no topo e limita a ingestão de grãos integrais.

O que aconteceu
O modelo substitui o gráfico MyPlate, usado desde 2011, e incentiva dieta rica em proteínas. A proposta foi feita por Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde de Donald Trump. O modelo prevê redução no consumo de carboidratos complexos e de açúcares e ultraprocessados. A nova pirâmide também enfatiza o consumo de alimentos naturais.

A publicação, feita pelo governo dos Estados Unidos, inovou na forma de apresentação. Eles publicaram uma pirâmide alimentar, mas com a ponta para baixo. O topo, do lado esquerdo, traz alimentos como carne e queijo, enquanto o direito mostra frutas e vegetais, como alface, tomate e cenoura.

As novas diretrizes também atualizam recomendações sobre gorduras. Antes, os norte-americanos eram orientados a consumir laticínios com baixo teor de gordura e limitar gorduras saturadas a menos de 10% das calorias diárias. A nova versão mantém a meta de 10%, mas reconhece que são necessárias pesquisas mais precisas para definir os tipos de gordura ideais para a saúde.

Proteínas e gorduras saudáveis são essenciais e foram erroneamente desencorajadas em diretrizes alimentares anteriores.
Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde de Donald Trump

As orientações alimentares federais norte-americanas impactam quase 30 milhões de crianças em escolas públicas e programas como o vale-refeição. O novo modelo poderá alterar o que é elegível para financiamento federal, incluindo merendas escolares.

O que dizem os especialistas

A nova diretriz não é unanimidade e pode trazer riscos. Segundo David Seres, diretor de nutrição médica da Universidade de Columbia, o aumento de proteínas, especialmente de origem animal, pode elevar o consumo calórico e aumentar o risco de obesidade e problemas renais. A redução de grãos integrais também diminui fibras e nutrientes essenciais.

O que constitui comida não saudável e como você define isso pode variar (…). O ideal é que as pessoas comam alimentos que se pareçam o máximo possível com sua aparência natural.
David Seres, à CNN

Estou muito decepcionado com a nova pirâmide alimentar que coloca a carne vermelha e as fontes de gordura saturada no topo, como se isso fosse algo prioritário. Isso contradiz décadas e décadas de evidências e pesquisas.
Christopher Gardner, especialista em nutrição da Universidade Stanford, ao NPR

Bethany Doerfler, nutricionista da Northwestern Medicine, lembra que laticínios podem ser menos prejudiciais do que se pensava, mas o consumo de laticínios integrais adiciona calorias e eleva riscos de ganho de peso. “Algumas gorduras saturadas são menos inflamatórias, mas mais calóricas. Consumir laticínios integrais pode aumentar 200 calorias ou até mais por dia, o que aumenta os riscos de obesidade”, reforçou.

Guia Alimentar do Brasil

O Brasil também tem seu próprio guia e o foco é diferente. O Guia Alimentar para a População Brasileira prioriza alimentos in natura e minimamente processados —como frutas, legumes, arroz e feijão.

Ingredientes culinários devem ser usados com moderação e ultraprocessados devem ser evitados. Os exemplos citados são refrigerantes, salgadinhos e macarrão instantâneo. O objetivo é prevenir doenças crônicas e promover saúde, reforçando que quanto menos processado o alimento, maior seu valor nutricional.

Fonte:UOL

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