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Durante anos, circulou a ideia de que pequenas quantidades de álcool poderiam até proteger o coração. Pesquisas mais recentes, porém, vêm desmontando esse argumento.
Um grande estudo genético publicado na revista The Lancet em 2019 mostrou que o consumo mesmo moderado, de uma a duas doses diárias, já eleva entre 10% e 15% o risco de AVC (acidente vascular cerebral). Em quantidades maiores, a ameaça cresce rapidamente.
O álcool atua diretamente sobre a pressão arterial, um dos principais fatores de risco para o derrame. A partir de quatro doses por dia, o aumento da pressão se torna significativo e o risco de AVC pode subir cerca de 35%.
Além disso, o consumo frequente compromete funções cognitivas ao longo do tempo e afeta diversos órgãos. Do ponto de vista da saúde, quanto menos álcool, melhor.
Alto teor alcoólico, maior agressão vascular
Entre as bebidas mais problemáticas estão os destilados, que concentram grande quantidade de álcool em pequenos volumes.
Exemplos incluem:
Uísque: Pode chegar a mais de 50% de álcool, tem alto valor calórico e efeito rápido no organismo;
Vodca: Cerca de 40% de álcool; combinada com energéticos, aumenta risco de arritmia e hipertensão.
Vodca: Cerca de 40% de álcool; combinada com energéticos, aumenta risco de arritmia e hipertensão.
Gim: Embora tenha menos calorias, varia de 40% a 50% de teor alcoólico.
Cachaça: No Brasil, pode atingir até 48% de álcool.
Tequila: Entre 27% e 40% de álcool, frequentemente consumida em grandes quantidades.
Conhaque (brandy): Pode ultrapassar 50% de álcool, com impacto direto na pressão arterial.
Licor: Apesar do sabor adocicado, pode ter teor alcoólico elevado e grande carga de açúcar.
Essas bebidas sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevam a pressão e aumentam o risco de eventos cerebrovasculares, especialmente quando ingeridas com frequência.
Parecem inofensivas, mas exigem cautela
As bebidas fermentadas costumam passar uma imagem de menor risco, mas também merecem atenção.
Vinho tinto: Uma taça diária não tem benefício comprovado para quem bebe.
O álcool ainda impacta a pressão
Vinho branco e espumante: Geralmente mais ricos em açúcar, favorecem inflamação e mal-estar.
Cerveja: Menor teor alcoólico, mas o consumo em grandes volumes pode elevar a pressão e o peso corporal.
Mesmo com menor concentração de álcool, o uso frequente dessas bebidas contribui para o aumento gradual do risco de AVC, principalmente quando associado a sedentarismo, má alimentação ou histórico familiar.
A verdade é: não existe bebida alcoólica “segura”.
Fonte:UOL